Na segunda aula de maquetes, trabalhamos com estruturas em lego.
A finalidade dessa atividade foi
estimular a criatividade e exercitar a representação de objetos tridimensionais,
bem como a nossa percepção quanto a conceitos como cheios, vazios, tensão, escala
e proporção.
Etapa 1: nessa etapa foi proposta a criação de uma estrutura
retangular vazada cuja superfície externa fosse lisa e a interna, irregular.
Após reposicionar as peças do objeto deveria se obter uma figura com irregularidades também no exterior, embora a memória do objeto tivesse de se manter.
Trabalhamos nessa etapa com conceitos de espaços vazios e
excessos. Esses, por sua vez, são relativos, uma vez que sua percepção se dá
através de um dado referial. O fato de
utilizarmos as mesmas peças mostra que a transformação na figura não se deve a
uma mudança espacial em si, mas sim à organização e ao reposicionamento das
peças nesse espaço.
Etapa 2: nessa etapa trabalhamos com estruturas lisas por
dentro e irregulares por fora. Depois deveríamos construir outra estrutura
compacta que preenchesse o interior da primeira, de modo que essa pudesse se
deslocar pela mesma.
O primeiro bloco passa uma ideia de estabilidade, solidez e firmeza.
À medida que o primeiro bloco se desloca verticalmente para
cima sobre a estrutura interior, a ideia de estabilidade diminui. Cria-se uma
visão de figura “frágil”, propenso a cair.
Etapa 3: a terceira etapa consistia em adicionarmos à etapa
dois estruturas que servissem tanto de base quanto de cobertura.
A base cria uma tensão com o objeto que se desloca
verticalmente, como estruturas que apesar de separadas são complementares; o
que dá uma ideia de maior estabilidade ao conjunto formado.
A adição de uma cobertura, apesar de diminuir a visão de
fragilidade da estrutura e aumentar seu equilíbrio, não exclui a sensação de
instabilidade do objeto devido à altura que esse se encontra.
Etapa 4: por último, representamos com peças de lego
estruturas arquitetônicas, procurando manter e reproduzir a proporção do
edifício.
Museu Aan de Strioom(MAS)- Antwerp, Bélgica:
O primeiro edifício trabalha com cheios e vazios e suas
estruturas apresentam conectividade, de modo que apresentem a sensação de leveza
e equilíbrio ao mesmo tempo. Além disso, o edifício apresenta estabilidade e
firmeza.
Wozoco- Amsterdam, Holanda:
O segundo edifício trabalha ainda com cheios e vazios. Embora
seja um prédio pesado e estável, a adição de compartimentos os quais se
encontram suspensos passam uma ideia de
pouco equilíbrio e fragilidade.